É a sina deste blog morder a mão que o alimenta. Assim, batendo na mesma tecla, fica mais um exemplo da argumentação ridícula que abunda no blogue do não.
“Não considero aceitável que terceiros tenham o direito de interferir nas minhas escolhas e de proibir os meus hábitos assim como não julgo que tenha o direito de os culpar pelas mesmas, ocasionalmente erradas.
(…)
Apesar de tudo o que acima disse, voto convictamente ‘Não’”
…e como todos sabemos, quando um gajo diz ‘apesar de tudo’ garante-se a si mesmo a liberdade de contrariar, sem apelo nem agravo, o que acaba de escrever.
“como ateu, reconheço à vida um carácter único e incomparável e à consciência humana o limiar máximo dessa consciência.
(…)
a minha visão é bem menos idílica e mais niilista.”
…menos idílicos e mais niilistas numas coisas, mais idílicos e menos niilistas noutras. Nada coerentes em todas.
“reconheço ao feto, como aos restantes seres humanos, o direito inalienável à vida – a não ser por decisão própria, impossível de tomar conscientemente mas no qual enquadro os casos de malformação e morte intra-uterina”
… uma verdadeira pérola, sem mais comentários.
“acredito que a liberdade é directamente proporcional à responsabilidade individual e ao diminuirmos a segunda estaremos inexoravelmente a abdicar da primeira.”
... inexoravelmente, claro, porque me apetece. A moralidade por decreto.
Diogo Almeida, ridículo, no blogue do não.

